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domingo, 30 de maio de 2010

A VISITAÇÃO DE NOSSA SENHORA


31 de Maio
Lc.1,39-56

Neste último dia do mês de maio, a liturgia nos faz celebrar a festa da Visitação da Santíssima Virgem à sua parenta Isabel, de acordo com o texto evangélico de São Lucas. Maria, logo após ter concebido Jesus, vai apressadamente às montanhas de Judá, entra na casa de Isabel e a saúda.  Assim que Isabel ouve a saudação de Maria, o Precursor, que está em seu seio, põe-se a saltar de alegria. 

As duas mães colocam em comum as maravilhas que Deus lhes havia operado.  Isabel pronuncia diante de Maria um grande hino que nós recitamos todos os dias na saudação angélica.  “De onde me vem a dita de receber a Mãe de meu Senhor?  Bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto do teu ventre.” 

São Lucas mostra-nos Maria ao lado de uma parente, Isabel, e nos descreve uma visita. Através do tema da visita gostaríamos que a Virgem Maria - agora muito mais capacitada do que nos tempos em que visitou Isabel, por causa de sua Assunção ao Céu, de sua presença na Glória de Deus- visitasse-nos também.

Maria não é uma Pessoa qualquer, nem mesmo comparável aos outros eleitos da Vida Eterna.  Quanto mais próximo alguém está de Deus, maior o calor, o fogo, a chama de Caridade que do Coração de Deus diretamente recebe.  E por estar plenamente presente em Deus - mais do que qualquer outra criatura, mais do que qualquer outro eleito do céu - Maria pode estar presente na Vida da Igreja e na Vida de cada um de nós.

Deus deseja que Maria nos visite hoje também.  Deseja e pede a Maria que, caridosamente, tendo recebido diretamente Dele este Amor desinteressado, bata desinteressadamente também às portas da existência e do Coração de cada um de nós. 

Deus deseja que Maria, hoje, sem mais barreiras de tempo e de espaço, venha colocar-se a serviço de cada um de nós, como São Lucas nos diz que serviu então Isabel.  Que alegria podermos ter a certeza na Fé de que hoje Maria me visita, e se põe a meu serviço, colaborando eficazmente na obra ainda inacabada de minha Salvação.        

Como a receber?  Que lhe dizer?  Que dirá a ela cada um no dia de hoje? De que maneira queremos nós também celebrar a nossa Visitação?(*)

Padre Fernando C.Cardoso


escrito em domingo 30 maio 2010 14:11



Preg.
Sobre a SS.Trindade
Pe.Rômulo de Marco

A MELHOR MANEIRA DE HONRAR A DEUS É SILENCIAR RESPEITOSAMENTE EM SUA PRESENÇA.


SÁBADO
8ª SEMANA T. COMUM
Mc.11,27-33

Há uma semana atrás, concluindo o Tempo Pascal, celebrávamos a solenidade de Pentecostes. Hoje celebramos a solenidade da Santíssima Trindade.  Na verdade, tudo se inicia, continua e se conclui em nome da Santíssima Trindade.

Vem-me à mente certa crise vivida pelo próprio São Tomás no final de sua existência.  Alguns chegaram a afirmar que São Tomás foi vitimado por uma profunda depressão; na verdade São Tomás, no final da sua vida, não quis mais escrever coisa alguma, não desejou mais se pronunciar sobre Deus, chegando a afirmar que tudo aquilo que até então havia dito de Deus era pura palha, que servia a bem pouco. Admiramos esta afirmação de São Tomás, porque como poucos ele se aprofundou na sua síntese teológica e na sua suma teológica, “o mistério trinitário”.  

No final da existência tudo é palha, tudo é indigno de Deus e a melhor maneira de honrar a Deus é silenciar respeitosamente na Sua presença.  Este sentimento de profunda humildade diante de um grandíssimo, infinito mistério que nos sobre-passa de muito a inteligência - não só no tempo, mas também na eternidade - é o sentimento que domina, ou deveria dominar nossos Corações não apenas no dia de hoje, mas no ano inteiro e sempre que nos pomos na presença de Deus. 

Jamais - sequer na eternidade - compreenderemos o Seu mistério: uma grande Unidade que não Se dissolve numa Trindade de Pessoas!  E, no entanto, na Revelação cristã nós recebemos, através da Luz da Fé, o Amor que o Pai imprimiu no Coração de Cristo através de Seu Espírito Santo e no-lo coloca no próprio íntimo de nossos Corações.

Hoje nos voltamos para o Pai, de onde provém todo Dom perfeito. Voltamo-nos ao Pai das Luzes e O adoramos humildes e agradecidos, porque nos enviou o Seu Verbo Filho - Sua Palavra, Deus de Deus, Luz da Luz – que, tendo sido Glorificado através da Paixão, Morte e Ressurreição, é capaz de penetrar no íntimo dos nossos Corações e conceder-nos o Dom do Espírito Santo.

Em outras palavras, tendo recebido de Jesus o próprio Espírito de Deus no Coração de Cristo, através de Sua mediação podemos dirigir-nos a Deus, infinitamente grande, infinitamente maior do que tudo o que almejamos e desejamos.

Adoremos a Trindade na Unidade de Sua substância e nas três Pessoas ou relações subsistentes.  (*)

c / f Padre Fernando

sábado, 29 de maio de 2010

QUEM NASCEU DE DEUS NÃO PODE PECAR.


Padre Fernando C.Cardoso

sexta-feira, 28 de maio de 2010

CADA UM DE NÓS POSSUI UM DOM ESPECIAL.



Sexta Feira
8ª SEMANA T. COMUM
1Pd.4,7-13
Jo.11,11-26

Cada um viva de acordo com a Graça recebida, escreve São Pedro. E nós poderíamos traduzir diferentemente: cada um viva de acordo com o Dom recebido. Na verdade, possuímos uma diversidade de dons. Cada um os possui de maneira íntima, peculiar e intransmissível.  Dons naturais, dons psicológicos, morais, sobrenaturais.

Uma existência de Fé nos leva a detectar em cada um deles um presente de Deus, que nos é dado para que nós O imitemos, isto é, para que nós coloquemos estes Dons a serviço e para o bem dos outros. 

São Pedro fala de dois tipos de dons: o primeiro é precisamente o dom da Palavra – “Quem fala, faça-o com palavras de Deus”.  E nós nos pomos a pensar em todos aqueles e aquelas que têm o ofício de anunciar o Evangelho - sobretudo nossos Missionários, Sacerdotes e Bispos.  Eles devem estar cientes e conscientes de não transmitir algo pessoal, uma impressão toda sua, mas de transmitir com fidelidade o conteúdo da Revelação cristã, alimento para seus irmãos na Fé.

São Pedro continua: quem exerce um ofício, cumpra-o com a energia recebida de Deus. Na verdade, o Apóstolo nos fala dos dons da Palavra e do Serviço.  Cada um de nós pode se colocar de maneiras muito diversificadas a serviço dos outros.  Quem fala, quem transmite, quem ensina, quem catequiza, já está servindo. 

Mas existem outras mil maneiras de servir aos demais e assim viver uma Vida digna de um ser cristão - uma Vida plena, realizada. Só não entende isto uma pessoa fechada, egoísta e que infelizmente não constrói nada de estável, de belo, de admirável na própria existência.

Hoje, lamentavelmente, se abusa muito da palavra serviço. É preciso que nós, ao despertarmos pela manhã e ao chamarmos Deus para bem perto de nós, na nossa oração matutina, invoquemos para aquele dia o espírito do serviço. 

Que neste dia, Senhor, eu possa ser útil a todos aqueles e aquelas que colocardes na minha presença, que possa oferecer a cada um os Carismas e Dons de Vós recebidos e que eles sirvam para a edificação de todos nós, porque não desejo crescer sozinho, quero crescer em companhia de todos os meus irmãos e sobretudo na unidade da Igreja. (*)

    c / f Padre Fernando C.Cardoso

quarta-feira, 26 de maio de 2010

OS OLHOS DA FÉ PENETRAM INFINITAMENTE MAIS QUE A VISÃO NATURAL



QUINTA FEIRA
8ª SEMANA T. COMUM
Mc.10,46-52

Padre Fernando C. Cardoso
Quanto era grande o desejo daquele pobre cego da estrada de Jericó em recuperar a visão! “Filho de Davi, tem piedade de mim”. Os outros, inicialmente, lhe aconselharam um pouco de discrição, mas ele gritava cada vez mais alto: “Tem piedade de mim”. Quando ele se depara com Jesus e Este lhe pergunta: “O que queres que Eu te faça?”, a resposta é pronta e imediata: “Senhor, que eu veja”.

De fato, a Luz é o dom maravilhoso que Deus nos deu. Somente podemos aquilatar esta maravilha, se um dia nos privamos dela. No entanto a luz deste mundo serve apenas para nos guiar neste mesmo mundo. Ao lado desta luz - que é maravilha aos nossos olhos - existe outra Luz suplementar que é a Luz da Fé. São os olhos do Coração capazes de enxergar já, de alguma maneira, o invisível, e encher-nos de coragem e entusiasmo para caminharmos na direção da Vida Eterna.

Vemos que o mesmo acontece com aquele cego: logo após o milagre pedido e recebido, o cego põe-se a caminhar ao lado de Jesus Cristo e a segui-Lo no último trecho que O separa da Cidade de Jerusalém - a Cidade da Paixão, Morte e Ressurreição.

Discretamente, o evangelista São Marcos diz a seus leitores que, na verdade, recebe uma plenitude de Luz não apenas aquele que enxerga bem as coisas deste mundo, mas aquele que, além destas, é capaz de vislumbrar as do mundo invisível. E as distingue a ponto de se deixar polarizar por elas, redimensionando os seus valores, de acordo com a meta a que se propôs: a Vida Eterna.

Todos nós louvamos e agradecemos a Deus pelo Dom da vista com que nos podemos orientar, mas são relativamente poucas as pessoas que são capazes de aquilatar a outra visão, muito mais penetrante, que são os olhos da Fé. Estas pessoas - diferentemente das outras que não têm esta visão - encaminham-se rumo à Eternidade de Deus, de maneira responsável, digna, humana.

É desta forma que Deus deseja trabalhar em nós, e cada um pode encontrar neste pobre cego que afinal seguiu Jesus na Sua paixão, Morte e Ressurreição um exemplo a ser imitado.(*)

c / f Padre Fernando C. Cardoso

MEDITAÇÃO DO DIA 26 de MAIO. Padre Fernando C. Cardoso




terça-feira, 25 de maio de 2010

ESCUTE A MEDITAÇÃO DE HOJE - 25 de MAIO




Padre Fernando C. Cardoso


segunda-feira, 24 de maio de 2010

GANHAMOS OS BENS ETERNOS COM A RENÚNCIAS DE BENS TEMPORAIS.



Segunda Feira
8ª Semana T Comum
1Pd.1,3-9
Mc.10,17-27





Padre F.C.Cardoso

Tendo encerrado ontem o Ciclo Pascal com a solenidade de Pentecostes, entramos novamente na segunda metade do Tempo Comum, que nos levará até o Advento, no final do ano.

Tempo Comum, na Liturgia, não significa tempo sem importância, banal, significa que nós recebemos da Igreja neste período uma oportunidade para aprofundar sempre mais nos mistérios de Jesus Cristo, que são os mistérios de nossa Salvação.

Na primeira leitura, início da carta primeira de São Pedro, o Apóstolo não encontra adjetivos capazes de exprimir a grandeza da Vida Eterna. Deus nos chama – diz ele – a uma herança incorruptível, que não se murcha, que não se deteriora, assim ele tenta descrever para nós o indescritível que é a Vida Eterna.

No Evangelho Jesus se encontra com um jovem aparentemente disposto a se encaminhar para a Vida Eterna: “Bom Mestre, que devo fazer para Alcançar a Vida Eterna?” Jesus aponta o caminho dos Mandamentos, com os quais nós iniciamos a peregrinação em direção à Eternidade. Mas depois acrescenta: “Se queres ser perfeito, vai vende o que tens,dá aos pobres e terás um tesouro nos Céus, a seguir vem e Me segue”.

Mas este jovem aparentemente tão aberto para os valores de Deus, não encontrou prazer no conselho que lhe deu Jesus. Ele queria por certo chegar à Vida Eterna, mas não queria que a Vida Eterna lhe custasse nenhum Sacrifício, não desejava que lhe custasse qualquer renúncia, sobretudo não estava disposto a abrir mão das suas riquezas materiais para conquistar as riquezas espirituais, que são definitivas.

Este jovem é o paradigma de muitos Cristãos e católicos que desejam sim com sinceridade a Vida Eterna, mas não estão dispostos a pagar nenhum preço aqui neste mundo.

Para se ser rico nos Céus é preciso aceitar alguma renúncia aqui na terra. Para se tornar rico na Eternidade, é preciso aceitar alguma pobreza aqui neste mundo, este é o preço que muitos cristãos e católicos não desejam de forma alguma pagar.

É possível que alguns de nós nos assustemos diante destas duas páginas que se completam mutuamente. A Epístola tentando entusiasmar-nos com relação aos bens futuros e Jesus nos alertando no entanto que eles custam alguma coisa, embora o custo seja desproporcional, mas mesmo assim há muitos que não estão dispostos a pagar o que quer que seja.

Agora a pergunta é devolvida a você: Você está disposto a algum sacrifício em relação à vida Eterna? (*)

c /f  Padre Fernando C. Cardoso

domingo, 23 de maio de 2010

DOMINGO DE PENTECOSTES. OS DONS DA INTELIGÊNCIA E DO CONSELHO NOS GARANTEM O CAMINHO PARA DEUS.



Jo.20,19-23


Meditação

Celebramos hoje na conclusão do Tempo Pascal, o Domingo de Pentecostes. O Espírito Santo é dado pelo Pai através de Jesus Cristo. Ele vem a nós, não do alto da Trindade diretamente, mas do Coração aberto de Cristo na Cruz.

É o grande Dom de Deus, é a Doçura de Deus, a Bondade de Deus. São as delícias de Deus que nos são concedidas; este Espírito Santo nos torna capazes de aquilatar e fazer a experiência deliciosa de como Deus nos ama concretamente, apesar dos nossos pecados, do nosso passado.

Este Espírito de Deus nos torna também capazes a Amar os demais com amor não humano, mas com Amor Divino e esta é a grande característica do Amor cristão: Amar com o Coração de Deus, não com o coração simplesmente humano.

O Espírito Santo presente na Igreja em primeiro lugar e em cada um de nós, traz-nos alguns dons. Uma teologia clássica fala-nos de sete dons, mas sete significa uma plenitude de dons. O Espírito não nos é concedido a conta gotas; o Pai O dá sem nenhuma medida. Dentro de nós, como hóspede dos nossos Corações, ele nos infunde em primeiro lugar o Dom da Inteligência. O que é o dom da Inteligência?

É ter gosto, ter sabor, sentir alegria pelas coisas de Deus, querer conhecer mais, não apenas para satisfazer o intelecto, mas sobretudo para saborear quão suave e quão bom é o Senhor.

Ao lado do Dom da Inteligência, o Espírito Santo nos concede o Dom do Conselho. Conselho é uma palavra muitíssima e freqüentemente usada. Não significa muita coisa nos dias de hoje, mas o Dom do Conselho é na verdade termos a capacidade de projetar a nossa vida segundo Deus e segundo valores definitivos.

Quantas pessoas vivem a banalidade, a superficialidade, jamais construíram coisa alguma, jamais edificaram algo de definitivo nas próprias existências. O Dom do Conselho nos leva a projetar a Vida de acordo com Deus e de projetá-la portanto na linha Definitiva, não na linha do provisório.

Dom da Inteligência, Dom do Conselho, eis algo que podemos receber do Espírito Santo, algo que Ele presente nos nossos Corações nos comunica diretamente de Deus.(*)
C / F Padre Fernando C.Cardoso

sábado, 22 de maio de 2010

O ESPÍRITO SANTO, NOS DÁ CORAGEM DE FALAR A RESPEITO DE JESUS CRISTO.


SÁBADO
7ª SEMANA DA PÁSCOA
At.28,16-20.30-31
Jo.21,20-25





Nesta véspera de Pentecostes as leituras do dia aparentemente não falam do Espírito Santo. Na primeira leitura, São Paulo dá testemunho do Evangelho de Cristo com inteira liberdade a quem o quisesse escutar na Igreja de Roma. No Evangelho Jesus insiste com São Pedro para que ele O siga e no final do apêndice se diz que o redator se encarregou de colocar em ordem todo o texto Evangélico que se referia a Jesus.

Duas maneiras de se dar Testemunho de Jesus, mas agora é preciso que sejamos atentos e profundos. O Testemunho a respeito de Jesus veio do Espírito Santo. É ele quem enche o Coração de estímulo, coragem, destreza, capacidade para se falar de Jesus Cristo.

Os nossos católicos em muita localidades, em diversas circunstâncias são mudos. Normalmente os nossos Católicos não sentem ansiedade, desejo, capacidade e sobretudo vontade de falar a respeito de Jesus.

Seria o caso de refletirmos: nós somos vitimados tantas vezes por um demônio mudo. Este demônio quer por respeito humano, vergonha, acanhamento, quer nos incutir um sentimento de incapacidade que nos impede de falar de Cristo.

Isto acontece em tantas famílias Católicas que a Religião, o Evangelho, Jesus Cristo, não é assunto de mesa, de sala, de encontro, de reunião; acontece que muitos de nós por muitos motivos alegados, deixando de dar testemunho de Cristo com clareza e com entusiasmo, impedimos outras pessoas de se aproximarem do evangelho e da vida em Cristo.

Que esta véspera de Pentecostes nos encontre, e isto é Graça de Deus no Espírito Santo, dispostos a dar testemunho de Jesus, onde quer que nós estejamos, e para não perder isto sim, uma única oportunidade em falar alguma coisa a Seu respeito.

É muito mais importante isto do que tantas palavras inúteis, vazias, que nós constantemente proferimos.(*)

c / f Padre Fernando C.Cardoso

sexta-feira, 21 de maio de 2010

JESUS SÓ NOS PEDE O AMOR.


Sexta Feira
7ª Semana da Páscoa
Jo.21,15-19

Nesta antevéspera de Pentecostes, no apêndice do Evangelho de São João, Jesus pergunta à São Pedro por três vezes: "Simão filho de Jonas, tu me amas mais do que estes?" São Pedro desta feita já tinha aprendido a lição com a sua tríplice negação na Paixão.São Pedro não responde mais a Jesus de maneira arrogante, como na Quinta feira Santa, pouco antes de Jesus ser preso e pouco antes de O negar três vezes: "Senhor, Tu sabes que eu te amo", e na terceira vez depois de se entristecer: "Senhor Tu sabes tudo, Tu sabes que eu te amo".

De se notar, que Jesus não pergunta a São Pedro se ele é um bom administrador para entregar a Sua Igreja. Jesus não perguntou a São Pedro se ele era um bom organizador. Jesus não perguntou  São Pedro se ele era populista ou capaz de galvanizar multidões, simplesmente se ele O amava, e diante da tríplice resposta afirmativa de São Pedro, lhe entrega suas ovelhas; não ovelhas para São Pedro, mas ovelhas suas, de Jesus, que visivelmente na terra, no lugar do CristoR, invisível nos céus, ele deve conduzir como Pastor.

E hoje nos recordamos dos nossos pastores carregados de defeitos, faltas e pecados. Todos nós, como no passado São Pedro, a mesma pergunta nos é feita e repetida, e de quando em quando, é bom que nós pastores as escutemos: "Tu me amas?".

A Missão de pastorear as ovelhas de Jesus está intima e diretamente relacionada com o Amor a Jesus, e somente com Amor a Cristo. Portanto, quanto mais um Sacerdote, um pastor de almas, um bispo se encher de Cristo, quanto mais ele rezar, quanto mais ele se dedicar concretamente dia-a-dia a escutar amorosa e atentamente a Sua Palavra, tanto mais ele será capaz de dirigir às ovelhas de Jesus.

Elas não têm necessidade de grandes administradores, poliglotas, doutores, mas elas têm necessidades de pessoas que, repletas do amor de Jesus Cristo e apenas deste amor, desinteressadamente, perseverantemente, as conduz à vida eterna.

Os grandes Pastores da Igreja assim o fizeram e eles são, cada um ao seu modo, exemplo e testemunho para nós. Neste Ano Sacerdotal recordamos o famoso Cura D'Ars; ele não tinha outro interesse, a não ser cuidar religiosamente de duzentas e quarenta pessoas que a Providência Divina lhe tinha dado, e ele levava isto tão a peito que se sentiu algumas vezes incapaz e tentou por três vezes a fuga de sua Paróquia, de medo em ter que dar conta de duzentas e quarenta almas ao tribunal de Deus.

Estas são pessoas que devemos realmente imitar.   (*)
c / f Padre Fernando C. Cardoso

quinta-feira, 20 de maio de 2010


quarta-feira, 19 de maio de 2010

O NOSSO PURAGATÓRIO É O PADECER PARA ELIMINAR TODA VAIDADE E ORGULHO PARA ESTARMOS COM JESUS GLORIFICADO.


Quinta Feira
7ª Semana Tempo da Páscoa
Jo.17,20-26


Uma vez mais, ao término de Sua Oração Sacerdotal, alude Jesus à Sua Glória e afirma que essa Glória nos é concedida. Não é - preciso repetir - a Glória de um egoísta, não é a Glória de alguém que se sente superior aos demais, não é a Glória de alguém que se separa dos outros - tudo isto é a Glória humana que cria muitas vezes divisões e invejas. 

A Glória que Jesus nos concede é a Glória dos serviços humildes e materiais e sobretudo espirituais que podemos fazer aos demais.  Esta foi a Glória que Ele recebeu por ocasião de Sua Ressurreição; não foi ela o coroamento de uma vida egoísta, foi o resplendor intenso, infinito, de alguém que nos quis servir e lavar os nossos pés, amando-nos até a última extremidade do Amor. Este Jesus, chegado a este limite, foi glorificado eternamente por Deus.  A Ressurreição nada mais é do que Suas disposições interiores, Seu Amor ilimitado, Seu desejo de servir incontido glorificados por Deus Pai.

Nós também, após uma Vida dedicada a Jesus Cristo, dedicada ao Seu Evangelho, à Igreja, dedicada aos demais - e cada um sabe como pode concretizar isto um pouquinho cada dia - preparamos a nossa Glória também. Nossa Glória final será a epifania, isto é, a Manifestação gloriosa de todas estas disposições interiores, desde que se tenham traduzido em atos concretos. 

Ainda há tempo - através da Oração nós podemos pedir ao Espírito de Jesus Ressuscitado que trabalhe em nós, que realize um trabalho profundo, elimine de vez toda vaidade, toda vanglória, superioridade e orgulho que nos impedem de viver para os outros e, transformada nossa vida desta maneira, a conduza à Plena Glorificação no Reino dos céus. 

O purgatório é exatamente a transformação última neste estado definitivo para aqueles que tiverem morrido inacabadamente.(*)

c / f Padre Fernandos C. Cardoso

CADA UM DE NÓS VALE O SANGUE DE JESUS, DERRAMADO NA CRUZ.


Quarta Feira
7ª Semana da Páscoa
At.20,28-38
Jo.17,11-19


Ao mesmo tempo em que ouvimos a conclusão do discurso de despedida de Jesus, a primeira leitura nos mostra outra: a despedida de São Paulo dos anciãos ou presbíteros de Éfeso. São Paulo também tinha, como Jesus, a consciência de não nos ver mais –São  Paulo sabia que se encaminhava para o Martírio.

São Lucas elaborou de maneira régia esse discurso de despedida que coloca nos lábios de São Paulo, no capítulo vigésimo dos Atos dos Apóstolos, que pode ser subdividido em três partes: o passado, o presente e o futuro.  Aos Presbíteros de Éfeso São Paulo, em primeiro lugar, lembra o seu passado: ”Vós sabeis como me comportei no meio de vós durante todo tempo em que estive convosco” - e sabemos que São Paulo esteve em Éfeso por um período relativamente longo, quase três anos.  “Não me privei de nada daquilo que vos poderia ser útil. Não deixei de ensinar com lágrimas nos olhos a cada um de vós.”

O passado de São Paulo foi um passado brilhante. Pudéssemos nós, Sacerdotes, contemplar o nosso passado e dar graças a Deus - fizemos o bem, fizemos o que estava ao alcance das nossas mãos e, sobretudo, o que fizemos foi bem feito, feito com Amor, desinteressadamente, com olhos sobrenaturais, de modo a agradar a Deus e àquelas pessoas às quais, em Seu nome, servíamos.

São Paulo lembra a estes Presbíteros de Éfeso, no presente, que eles são responsáveis por todas as Ovelhas que Deus lhe concedeu e lhe entregou para serem acompanhadas - Remidas anteriormente pelo Sangue precioso de Jesus.  Esta é a responsabilidade atual dos Curas de almas: saber que cada pessoa a eles entregue custou o Sangue de Jesus Cristo, o Filho de Deus, e é um candidato à eternidade, a ser por eles preparado. Finalmente, no futuro, São Paulo pede a Deus que assuma em Suas mãos aquela Comunidade pela qual trabalhou e sofreu durante três anos, agora entregue aos seus Colaboradores, estes anciãos e Presbíteros. 

Cada Cura de almas, cada Pastor, Sacerdote, Bispo, deveria ler esse texto – passado, presente e futuro - devia meditá-lo atentamente, mas também deveriam fazê-lo os fiéis leigos, para saber quais são as nossas responsabilidades - terríveis, muito maiores do que nossas forças - e rezarem por nós. (*)

c / f Padre Fernando C. Cardoso