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O Tempo nos conduz a Deus

domingo, 31 de janeiro de 2010

SOMOS EVANGELIZADOS POR SÃO LUCAS


DOMINGO
4ª SEMANA TEMPOCO COMUM
Lc.4,21-10
No quarto domingo do tempo comum a Igreja nos faz refletir sobre o discurso inaugural Lucano de Jesus em Nazaré, sua Pátria.

Depois de um primeiro momento de admiração mostra-nos o evangelista o escândalo dos compatriotas de Jesus. “É este o filho do carpinteiro, o filho de Maria, nós o conhecemos há anos Cresceu no nosso meio. Nunca foi diferente e agora se mostra repleto do espírito de Deus, profeta de boa nova e de Evangelho?”

Escandalizaram-se. E aquele escândalo foi o primeiro de uma série de outros escândalos que se sucederiam, não apenas na Vida de Jesus, mas na Vida da Igreja também.

Padre Frnando C. Cardoso

Não é verdade que ainda hoje se escandaliza com a Igreja por ser demasiadamente humana? Não é verdade que ainda hoje se escandaliza com a Igreja por conter em seu seio Sacerdotes que não a dignificam com a própria vida e conduta? Não é verdade que ainda hoje se escandaliza com a Igreja por causa de tantos católicos que dão mau exemplo dentro dela, e são espetáculo deprimente ao mundo?

Sim, ainda hoje o que aconteceu em Nazaré repercute no meio da Igreja e no meio das nossas Comunidades.

Jesus, no entanto se defende com um provérbio: “Certamente me direis: médico cura-te a ti mesmo, o que fizeste em Cafarnauum faze-o aqui na tua terra”.

É um pecado grande exigir de Deus milagres atuais. Quando Deus deliberadamente realiza um gesto miraculoso, não é que Ele queira chamar a atenção de todos sobre o extraordinário. Quando Jesus curou, por exemplo, um cego ou um paralítico, não era sobre o maravilhoso natural e material que Ele queria chamar atenção, Ele queria mostrar que é capaz de curar outras tantas cegueiras espirituais mais nefastas do que aquela, outras tantas paralisias espirituais mais dolorosas e de maiores conseqüências trágicas.

Tornemos a Igreja tanto quanto depende de nós, menos sujeita a críticas. Em segundo lugar, não exijamos de Deus milagres na ordem natural, saibamos que os milagres realizados por Sua livre iniciativa, na ordem natural, são apenas sinais que apontam numa outra direção, na direção do espiritual e desta maneira nós continuamos a ser evangelizados por Lucas. (*)

c/f Padre Fernando C. Cardoso

sábado, 30 de janeiro de 2010

CARREGAMOS AS CONSEQUÊNCIAS DOS NOSSOS PECADOS.


Sábado
3ª Semana Tempo Comum
2Sm.12,1-7.10-17

Após o pecado de Davi, a sua declaração por parte do profeta Natã. Natã, no entanto não acusa diretamente o Rei, propõe-lhe a História de um Pobre e de um Rico. De um pobre que possuía apenas uma ovelhinha e um rico que possuía milhares. De um rico querendo poupar as ovelhas de seu rebanho, arrancou a única ovelha do pobre, matou-a para preparar um banquete para seus convidados.

Davi se indignou contra esse ato de suma Injustiça. “É réu de morte quem agiu desta maneira”. É então que o profeta Natã aponta o dedo para ele e lhe diz: “tu és esse homem”.

A seguir elenca todos os benefícios que Deus lhe havia concedido. Desde o primeiro arrancando-o do Pastoreio de ovelhas da Cidade de Belém para torná-lo Rei e chefe de seu Povo.

Não ouve Benefícios que Deus não tivesse, naquela época, concedido ao Rei Davi. Não tinha ele necessidade de buscar a única ovelha de Urias o heteu, quando possuía um harém no seu próprio palácio.

O castigo vem a seguir. Embora Deus o tenha perdoado, as conseqüências funestas seguirão. A partir de então a dinastia de Davi perde a sua estabilidade. Seus filhos digladiam entre si, são cometidos na sua própria família, Davi haverá de fugir de seu próprio filho Salomão, que entrando violentamente em Jerusalém, não apenas tomará posse de seu palácio, mas tomará posse também de suas concubinas.

Padre Fernando C.Cardoso

Muitos de nós carregamos conseqüências de nossos erros, desacertos e pecados. É verdade, Deus perdoa todo e qualquer pecado, porém as suas conseqüências, as suas cicatrizes, as suas seqüelas, continuam na nossa Vida e é um verdadeiro espírito de penitência assumir seriamente as conseqüências do próprio pecado, aceitar a dor presente e, com a Graça de Deus, ir pouco a pouco se libertando de tudo isso.

Um pequeno exemplo: a pessoa que se entregou ao vício do álcool, quando cai em si e deseja sair daquele estado, não o fará magicamente, os seus passos serão pequenos, serão dolorosos, haverão recaídas e somente através de muito esforço e sacrifício superará aquela etapa, isto vale também para o viciado em drogas e para qualquer pecador.

Nós devemos carregar penitentemente, as conseqüências de nossos pecados e acrescentaria mais: num gesto de Fraternidade Cristã carregar também como Cristo, as conseqüências dos pecados de outras pessoas, como Jesus, que inocente carregou os pecados de cada um de nós. (*)

c /f Padre Fernando C.Cardoso

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

PENSEMOS EM NOSSOS PRÓPRIOS PECADOS


Sábado
3ª Semana Tempo Comum
2Sm.11,1-10.13-17

Hoje a página que temos diante dos olhos é lúgubre, triste, trágica. Relata-nos uma série de pecados cometidos por Davi. Apesar de tão agraciado por Deus, Davi se revela um homem fraco e pecador. Neste aspecto não se distingue de nós.

Em primeiro lugar um homem mulherengo, diríamos nós numa linguagem popular. Não contente com as suas esposas, num tempo de poligamia, Davi se sente atraído pela beleza de uma mulher que não lhe pertencia. Esta é sua primeira fraqueza: não controlar o seu próprio apetite sexual, não lhe impor limites

Padre Fernando C. Cardoso


Depois do adultério perpetrado e diante da notícia que havia engravidado a mulher de Urias, chama-o do front da batalha e o embriaga. Um segundo pecado, para que ele tenha relações sexuais com sua esposa e desta maneira, numa época que não existia ainda DNA, as coisas ficassem ocultas.

Mas Urias, fiel a um Antigo Direito de guerra, quando se está em guerra os guerreiros se abstêm de relações sexuais, embora embriagado por Davi, se recusa a se unir a sua esposa e então vem o segundo pecado, pior que o primeiro: Davi lhe envia a sentença de morte.

Ela deve ser entregue a Joab, o General, pelo próprio Urias. Sem saber o que estava escrito naquele texto real de que se tinha tornado mensageiro. Joab o coloca no local mais perigoso da guerra e Urias vem a falecer, então Davi se sente autorizado a trazer para o seu harém aquela que tinha sido a esposa de Urias.

No entanto o texto termina com uma nota que nos faz pensar: aquele fato desagradou tremendamente a Deus e o resto da Vida Davi vai se ressentir enormemente deste pecado.

Diante deste retrato, cada um de nós pense em suas próprias faltas. O que Davi cometeu não foi coisa passageira ou leve. Davi cometeu pecados gravíssimos de traição, adultério, hipocrisia e depois de assassinato.

É possível que a nossa Consciência não nos acuse de tantos pecados assim. De qualquer maneira gostaríamos de dizer que a porta da Misericórdia de Deus se encontra aberta ao maior de todos os pecadores com uma condição: que ele reconheça o seu pecado, o seu estado, que ele próprio se condene diante de Deus e suplique de Deus, por intermédio de Cristo Morto e Ressuscitado, o Perdão que não merece por suas faltas. (*)

c/f Padre Fernando C. Cardoso

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

DEUS ESPERA NOSSO AGRADECIMENTO


Quinta Feira
3ª Semana Tempo Comum

2Sm.7,18-19.24-29
Davi não possuía o alcance da promessa de Deus que lhe foi feita através do profeta Natam. Davi jamais poderia imaginar como seria sua descendência. Depois dela o verdadeiro descendente seu, Jesus, o Cristo, o Ungido, o Rei Messias, não apenas de Israel, mas de todo o Universo.

No entanto, diz o texto do segundo Livro de Samuel, que vai a presença do Senhor diante da Arca da Aliança e prorrompe um hino de ação de graças.

Mais uma vez eu toco a tecla delicada do Agradecimento. Muitos de nós nas Orações possuímos um verdadeiro Rosário de pedidos a serem feitos. A maior parte destes pedidos é possível que não seja se quer suscitada pelo Espírito Santo.

Padre Fernando C.Cardoso


São poucos os que dedicam um tempo longo à Oração, ou de um dia inteiro para Louvar, Bendizer e, sobretudo Agradecer a Deus por todos os benefícios com que se sente agraciado. Não apenas benefícios da ordem natural, estes também contam e não devem ser menosprezados, mas sobretudo nos benefícios que nos concedeu na ordem do definitivo, na ordem do eterno relacionados com a Vida eterna e com o Céu.

Agradecemos por termos recebido a verdadeira Fé ou iluminação como chamavam os Padres antigos? Quantos não possuem a luz da Fé que nós possuímos? A maior parte da humanidade não a possui. Não imaginemos que a Fé em nós seja algo natural. É um grande privilégio recebermos esta luz profunda; é um privilégio que se transforma posteriormente em tarefa, em responsabilidade e em capacidade de progresso ou crescimento.

Podemos agradecer a Deus a grande dádiva da Eucaristia e da Sua Palavra, porque Deus se digna em Jesus Cristo falar conosco a cada dia. Como é diferente a Palavra de Deus das outras palavras humanas que não fazem crescer! Muitas vezes aprofundam mais naquilo que é desumano ou pecaminoso. Como devemos agradecer a Deus, de Coração, a Vocação recebida e vivida com maior ou menor fidelidade!

Sim, agradeçamos a Deus a presença da Igreja Católica no Brasil e no nosso meio. Agradeçamos a Deus a Sua presença universal e o bem que Deus faz indistintamente a todos os seres humanos de Boa Vontade.

Hoje pediria que o seu relacionamento com Deus consistisse apenas num grande Louvor e num grande Agradecimento.

Deus é sensível a este aspecto delicado do nosso Coração. Também somos sensíveis aos agradecimentos que recebemos de outras pessoas a quem concedemos pequenos benefícios. (*)

c/f Padre Fernando C. Cardoso