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sexta-feira, 23 de abril de 2010

O CORPO E O SANGUE DE JESUS GLORIFICADO É O ALIMENTO DOS QUE CAMINHAM PARA A VIDA ETERNA.


3ª Semana da Páscoa
Jo.6,52-59

Eis-nos, no final do famoso discurso e revelador de Jesus a respeito do Pão da Vida. Nestes últimos versículos, Jesus se identifica com este Pão, melhor, este Pão é Sua Carne e Seu Sangue será também uma Bebida a ser tomada.

O evangelista Sã João, muito mais do que os outros sinópticos, insiste no realismo Eucarístico ao falar da Carne de Jesus, que deve ser mastigada por cada um de nós juntamente com Seu Sangue que deve ser bebido.

Este texto de São João tira a ambientação natural da Eucaristia na noite em que Jesus foi entregue. Se não tivéssemos o Evangelho de São João, todos nós ambientaríamos a Eucaristia na noite da entrega e da traição, isto é, na iminência de Sua Morte.

É possível então que a Eucarística fosse celebrada apenas naquele dia. Ao retirar este momento do seu lugar natural, o Evangelista São João prestou-nos um grande favor. A igreja tem o direito de celebrar a Eucaristia, não apenas na iminência da Morte de Jesus, ou na Semana Santa, mas ela fazê-lo durante todo o ano.

Com efeito, este texto é situado bem na metade do Ministério público de Jesus, ainda na Galiléia. Comer a Carne de Jesus, e beber o Seu Sangue, são expressões fortíssimas.

Foram estas expressões não atenuadas jamais, nem por Jesus, nem pela Sua Igreja, que levaram muitos Judeus Cristãos a deixar o Cristianismo e a abandonar o seguimento de Jesus.

Era realmente uma Palavra dura, e para quem reflete como nós , não deixa de ser uma Palavra dura também, e no entanto, Jesus se dá como Alimento a cada um de nós, na sua maior intimidade. Ele se dá na Sua Carne imolada e agora transfigurada, Ele se dá no Seu Sangue derramado e agora também transfigurado, Ele quer ser no momento exato da Paixão e Morte, transformada em glória e Ressurreição, alimento de todos nós que peregrinamos nesta vida rumo à Vida eterna.

A vida eterna será o encontro definitivo com Jesus, mas antes Ele mesmo se encarrega de nos alimentar com o Seu Corpo e com o Seu Sangue.   (*)

c / f Padre Fernando C. Cardoso.

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