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quarta-feira, 31 de março de 2010

NÃO FAZEMOS NÓS PIOR DO QUE JUDAS?


Quarta Feira
Semana santa
Mt.26,14-25

Nesta quarta-feira da Semana Santa, coloca-nos a Liturgia frente a frente com o traidor de Jesuscom aquele que resolveu entregá-Lo. Sobre esta figura sinistra debruçaram-se no passado - e se debruçam no presente - pintores, escultores, dramaturgos, teatrólogos e literatos de todos os tempos. Que terá levado Judas a tomar tal decisão com relação a Jesus? Teria ele recebido alguma censura da parte de Jesus? Teria ele se desencantado com Jesus? Estaria Judas frustrado com relação aos planos de plenitude que Jesus tomava?
             Bem, todas estas perguntas - e tantas outras mais - podemos levantar e nunca encontraremos a resposta.  Outros fariam, quem sabe, outro tipo de perguntas: onde se encontra Judas neste exato momento? Há quem afirme que Judas tenha se salvado, muitos outros dizem que se condenou. Lucas, laconicamente, nos Atos dos Apóstolos, escreve a seus leitores que, tendo abandonado o seu posto, ele se dirigiu para o seu lugar. Qual exatamente o lugar de Judas neste momento nunca saberemos.
              No entanto, lendo este Evangelho, não condenemos simplesmente Judas, porque seu gesto - camuflado de mil maneiras e por vezes até mesmo acentuado - pode ser repetido por cada um de nós. Judas - com toda segurança - não tinha de Jesus a concepção cristológica e teológica que nós temos hoje - tendo atrás de nós dois mil anos de pensamento cristão e estudos teológicos. Judas não conhecia nada disto; Judas não sabia exatamente quem ele estava para entregar: o Senhor do céu e da terra.
               Nós sabemos que Ele, Jesus, é verdadeiro Deus e verdadeiro homem e, superiores a Judas com toda esta ciência, não terá acontecido que muitos de nós nos tenhamos comportado semelhante a ele em nossas vidas? Quantas vezes entregamos Jesus? Quantas vezes O vendemos? Quantas vezes preferimos o nosso prazer, o nosso sucesso a Jesus? Quantas vezes O relegamos, e O apartamos dos nossos olhos? Em todas estas vezes imitamos Judas - apesar de termos uma consciência muito mais elaborada do que a sua.
                Nesta quarta-feira da Semana Santa, gostaríamos de suplicar a Cristo o perdão pelas injúrias e ofensas que nós Lhe infligimos durante nossa vida passada e, quem sabe, infligimos ainda no presente.   (*)

 c / f Padre Fernando C. Cardoso

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