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quinta-feira, 24 de junho de 2010

NATIVIDADE DE SÃO JOÃO BATISTA.



24 DE JUNHO
Lc.1,5-17

Hoje, 24 de junho, nós celebramos o nascimento do Precursor de Jesus, São João Batista. Embora o texto proclamado na liturgia narre o seu nascimento, eu gostaria de chamar sua atenção para um comentário que dele fez Jesus já durante sua vida pública.

São João havia sido colocado na prisão por Herodes Antifas. Da prisão tinha enviado alguns mensageiros perguntar a Jesus se era Ele Aquele que deveria vir, ou se deveriam esperar outro. Jesus manda uma resposta indireta: “Os cegos vêem, os surdos ouvem, os paralíticos andam, os pobres são evangelizados - e uma nota bem particular a ele - bem aventurado aquele que não se escandalizar de Mim”.

Quando os enviados de João Batista se foram, Jesus põe-se a falar do precursor. “O que fostes ver no deserto?” E insinua três interrogações: “Um caniço agitado pelo vento, isto é um homem desorientado, incapaz de conduzir quem quer que fosse? Absolutamente! O que fostes ver no deserto?” continua Jesus: “Um homem elegantemente vestido? Mas aqueles que se vestem com elegância e luxo, não se encontram no deserto, e sim nos palácios reais. O que fostes ver no deserto? Um profeta? Sim! Eu vos digo, mais que um profeta. Dentre os nascidos de mulher, não houve maior do que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos Céus é maior do que ele”.

Esta última afirmação de Jesus nos enche de espanto. “Dentre os nascidos de mulher, não houve maior do que João Batista” compreendemos, mas difícil compreender a segunda parte:
“o menor no Reino dos Céus é maior que ele”.

Não se trata, evidentemente, de uma grandeza moral superior a de João Batista, mas se trata de uma colocação qualitativamente superior num tempo distinto do de São João, que é do de Jesus. São João, com efeito, é a última voz pertencente ao Antigo Testamento. Com a vinda de Jesus inaugurava-se o Novo Testamento.

Nós somos daqueles que recebemos muito mais do que São João, por certo aspecto, nós somos maiores do que São João. Mais uma vez destaco, não se trata de uma superioridade moral, mas nós recebemos muito mais do que ele, que vivia na perplexidade de Jesus, até mesmo nos últimos dias de sua Vida.

A nosso respeito – diz Jesus – nós fomos muito mais aquinoados do que reis e profetas do Antigo Testamento, que desejaram ver o que nós vemos, ouvir o que ouvimos, e não alcançaram esta Graça.

Hoje, na solenidade de São João Batista, gostaríamos de perguntar: Mas é verdade mesmo que somos mais felizes, que somos mais aquinoados, sobretudo, que fazemos dos privilégios que possuímos através da Fé Cristã, privilégios que não foram concedidos se quer ao Precursor de Jesus?(*)

c / f Padre Fernando C. acardoso

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