Padre Fernando C.Cardoso
SEM A PALAVRA DE DEUS NÃO É POSSÍVEL CAMINHAR PARA O ALTO, CEHEGAR ATÉ DEUS, " VINDE A MIM VÓS TODOS QUE ESTAIS OPRIMIDOS E EU VOS SALVAREI". "QUEM ME PROCURA ME ACHA E EU NÃO O ABANDONAREI".
O Tempo nos conduz a Deus
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
DEUS MESMO CONSTROI SUA CASA
4ª Feira
3ª Semana Tempo Comum
2Sm.7,4-17
Hoje, diz-nos o segundo livro de Samuel, que Davi tomou a iniciativa de construir uma Casa para Deus. Um templo para abrigar a sua Arca da Aliança.
Até então existia apenas o Palácio Real. Deus não pensa como os homens. Através do profeta Natan manda um recado a Davi.
Não será Davi a construir-lhe uma casa, será Deus em pessoa a construir a Davi uma nova Casa. E que diferença entre a Casa que Davi queria construir para Deus e a Casa que Deus construirá para Davi.
Davi sonhava com Templo de pedras mortas que efetivamente será construído pelo seu filho e sucessor Salomão. Deus, no entanto não pensa numa Casa de pedras mortas, pensa numa Casa viva, pensa exatamente numa dinastia, “de sua descendência, Eu tirarei o meu Eleito. Eu serei para ele um pai, ele será para mim um filho”.
Esta promessa inicialmente referida a Salomão, o filho de Davi, será posteriormente estendida a todos os descendentes de Davi e Reis de Judá em Jerusalém.
Muito mais tarde, quando a dinastia Davídica perder o seu brilho e for totalmente apagada do cenário histórico, os Profetas pós-exílicos, suscitarão a Esperança num futuro descendente de Davi.
Um grupo de Discípulos de Jesus viu em sua Pessoa o cumprimento pleno deste oráculo feito por Deus a Davi através do Profeta Natam. Jesus é o descendente de Davi, Jesus é a verdadeira casa de Deus, Jesus é o verdadeiro templo que o próprio Deus construiu para si mesmo. Nele habita corporalmente a Plenitude da divindade e neste Templo vivo que é Jesus onde habita corporalmente a Plenitude da divindade, cada um de nós foi enxertado através do batismo que recebemos.
Neste Templo que é o Corpo de Cristo e do qual somos membros, crescemos constantemente alimentados por Seu Corpo Imolado e por Seu Sangue derramado.
Tudo isto é o desenvolvimento e o final daquela promessa feita por Deus a Davi: “Não és tu que me construirás uma Casa, serei Eu a construir-te uma verdadeira Casa”.
Todos esperamos a plena união com Deus em Cristo na Jerusalém Celeste.
Então sim, este oráculo terá recebido a sua última consumação gloriosa. (*)
Padre Fernando C.Cardoso
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
PAZ PARA JERUSALEM e para a Palestina.
Terça Feira
Tempo Comum
2Sm.6,12b-15.17-19
O segundo livro de Samuel que hoje ouvimos na liturgia, fala-nos do transporte da Arca da Aliança, feito por Davi, para Jerusalém.
Davi havia conquistado, de acordo com a literatura, Jerusalém para a Capital de seu Reino. Mas com o transporte da Arca para lá, Jerusalém se transforma não apenas em Capital Política, mas em centro religioso e desde então Jerusalém será sempre considerada uma Cidade Santa.
Não é que Deus não considere outras cidades como as nossas também. Santos existem em todas as Cidades. Hoje eu convido a todos que meditam a voltarem seus Olhares, seus Pensamentos e, sobretudo a suas Preces para a Cidade de Jerusalém.
Aquela Cidade foi escolhida por Deus para nela se realizar todo o Mistério de nossa Salvação. Foi lá que Jesus derramou seu Sangue precioso e resgatou para Deus todo ser humano. Foi lá que Jesus destruiu a morte e abriu as Portas da eternidade.
É lá que se encontra até hoje o Santo Sepulcro vazio juntamente com Golgatá, o lugar de sua Execução e Morte. É lá que os primeiros Discípulos receberam o Espírito Santo que os levou e continua a levá-los aos confins da terra.
Padre Fernando C.Cardoso
Pedir Paz para Jerusalém faz-nos recitar e cantar um Salmo. Pedir que houvesse segurança dentro de suas muralhas. Infelizmente Jerusalém que é o centro das três grandes religiões monoteístas: Judeus, Cristãos e Mulçumanos é uma Cidade tremendamente disputada, é uma cidade que ainda não encontrou a paz, embora a etimologia de seu nome seja uma Cidade de paz. É lá que nós Cristãos gostaríamos de conviver em Paz, com os Judeus e com os Mulçumanos.
O Santo Padre tem tido muito cuidado, respeito e solicitude nas suas relações com os Judeus, com a Terra Santa e com o status da Cidade de Jerusalém.
Hoje peço a cada um uma Contemplação desta Cidade. Dentre todas foi a que Deus escolheu para o Mistério Pascal que nos envolve desde o nosso Batismo e se perpetua nas nossas Eucaristias.
Foi lá que a Eucaristia foi instituída e celebrada pela primeira vez. Peçamos a Paz para Jerusalém, peçamos que aqueles que lá vivem se compreendam, se respeitem e procurem resolver as suas pendências através do dialogo desarmado e não através da guerra, da guerrilha e muito menos de atos terroristas.
Assim, peçamos hoje Paz para Jerusalém e para a Palestina. Que Israel saiba viver em Paz, com os irmãos palestinos porque de uma maneira ou de outra, Deus os colocou lado a lado e eles devem mais cedo ou mais tarde aprender a conviver. (*)
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
CONVERSÃO DE SÃO PAULO, O TRIUNFO DA GRAÇA DIVINA
O TRIUNFO DA GRAÇA DIVINA
At.22,3-16
25 de Janeiro, nós celebramos com a Igreja a festa da Conversão de São Paulo. Aqui na cidade de São Paulo, onde registro os programas da Rede Vida de Televisão, é um dia de festa. Nós celebramos o nosso Padroeiro e Protetor.
A Conversão de Paulo vem descrita três vezes por São Lucas nos Atos dos Apóstolos. A primeira vez, no capítulo nono, é descrita na terceira pessoa do singular, as outras duas vezes, no capítulo 22 e no capítulo 26, é o próprio São Paulo quem diante de algum auditório descreve a própria experiência.
É o único fato relatado por três vezes nos Atos. Isto significa que São Lucas lhe dá uma importância extraordinária àquele Homem, que até então era um inimigo figadal do Movimento dos Discípulos de Jesus, se converterá no maior Apostolo de todos os tempos que levará o Evangelho que então perseguia aos confins da terra.
Nós conhecemos não apenas a Conversão de São Paulo, conhecemos a Conversão de alguns Santos, basta que me recorde neste momento a Conversão de Santo Inácio de Loiola, aquele que mais tarde fundaria a Companhia de Jesus, mas existiram pessoas famosas convertidas ao Cristianismo durante o Século XX. Existe até mesmo um livro intitulado “Os grandes convertidos” ou “As grandes conversões do século XX”.
Cada um de nós terá recebido de Deus a Graça da Conversão, até mesmo aqueles que foram Batizados ao nascerem e que cresceram num ambiente Cristão e Católico, podem se converter, porque o que faziam por hábito apenas e superficialidade, sem colocarem Vida e Responsabilidade, agora podem assumir de maneira inteiramente diversa. Não se pode chamar a isto Conversão também?
E se nós podemos dizer que Conversões existem até mesmo para aqueles que são cristãos e Católicos desde a infância? Qual foi o momento em que a graça de Deus efetivamente o tocou? Existiu um momento na sua Vida em que estava todo entregue ao pecado e incapaz de se reerguer dos vícios para Deus? Durante quanto tempo viveu assim nas trevas e no lamaçal?
Houve um período que você terá sentido a Mão de Deus, que o arrancava destas trevas e o conduzia para a Luz e para o Reino de Seu filho amado?
Não houve merecimento algum da parte nossa. Cada um de nós pode perceber e detectar este triunfo da Graça de Deus em sua própria vida.
Você terá feito a mesma experiência de São Paulo e hoje queremos louvar e bem dizer a Deus pela Graça de nossas Conversões pessoais. (*)
domingo, 24 de janeiro de 2010
VOCÊ COLABORA COM JESUS?
DOMINGO
3ª SEMANA TEMPO COMUM
Lc.1,1-4.;4,14-21
Neste terceiro domingo do tempo comum, iniciamos a leitura que será constante do evangelista Lucas durante todo este ano chamado na liturgia ano C.
Após o prólogo do Evangelho, excluindo os capítulos da infância já lidos e meditados no tempo do natal, iniciamos a Vida pública de Jesus em seu capítulo quarto.
De acordo com este evangelista, Jesus inicia a sua Vida publica numa visita e num discurso inaugural na sinagoga de Nazaré, Cidade onde se havia criado.
Padre Fernando C.Cardoso
“O Espírito do Senhor está sobre mim”. Esta é uma afirmação diante da qual nos detemos. Aquele filho do carpinteiro, até então conhecido como filho de Maria e de José, é alguém que surpreendentemente pode dizer: “Estou cheio, repleto do espírito de Deus”. E de fato São Lucas se compraz em dizer-nos que é na força vivificante deste Espírito de Deus que Jesus exercerá todo o seu Ministério.
O discurso de Nazaré é programático, na força do espírito de Deus, Ele é enviado a levar a boa nova aos pobres.
Quem são esses pobres, que de acordo com o Evangelista se transformaram em destinatários da boa nova de Jesus, ungido pelo Espírito Santo?
Podemos hoje afirmar que são as pessoas que não contam com nada deste mundo. São pessoas humildes e simples que não podem fazer valer a sua força. São pessoas de pouca importância ou insignificantes aos olhos mundanos, mas buscam em Deus o seu Sustentamento, a sua Coragem, a sua Esperança.
Estes são sempre os destinatários primeiro da Boa Nova de Jesus. Onde quer que ela seja pregada são estas pessoas mais despojadas,mais humildes, que acorrem pressurosas a pregação do evangelho e tratam de colocá-lo em prática, louvando e bendizendo a Deus pelo bem que lhes fez.
Ainda hoje o Evangelho é bem mais recebido por este nível de pessoas do que por aqueles que tendo tantos bens materiais se sentem dispensados de Deus. Não sabem exatamente o que buscar em Deus, tão felizes estão com esta vida que vivem na terra.
Jesus continua dizendo que irá libertar os cativos, os prisioneiros, e dar vista aos cegos. Tomemos estas afirmações nos dois sentidos: no sentido material e no sentido espiritual.
No sentido espiritual é mais fácil de entender a libertação dos prisioneiros da Alma e dos cegos do Coração, mas do sentido material, Jesus para transformar este mundo num mundo melhor, pede a minha e a sua cooperação, a da sua Comunidade e da sua Igreja também. (*)